Plantas medicinais: Uma tendência em ascensão

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As plantas medicinais e o seu uso fazem parte da cultura de diversos povos ao redor do mundo, e com a procura crescente por um estilo de vida que prioriza o bem-estar, se tornou uma tendência em ascensão.

No Brasil não é diferente, as buscas por tratamentos de fitoterapia são cada vez maiores, já que uma grande parcela da população opta por uma cura natural, abrindo mão sempre que possível da medicina tradicional

Em contrapartida a esse interesse legítimo por saúde natural, nós temos a desinformação. O uso de forma inadequada de fitoterápicos ou plantas medicinais pode causar danos irreversíveis ao organismo.

Preparamos neste artigo uma lista completa de informações para quem deseja ingressar em um estilo de vida saudável ou simplesmente inserir no seu cotidiano fitoterápicos e plantas medicinais com segurança.

O que são plantas medicinais

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Por definição plantas medicinais são as espécies vegetais capazes de curar ou amenizar algum problema de saúde e que tem seu uso enraizado entre a população.

Algumas plantas possuem propriedades curativas conhecidas popularmente, porém ainda sem estudos científicos que comprovem a eficácia ou segurança das suas aplicações, sendo todo conhecimento sobre elas empírico.

Para fazer uso de uma planta medicinal, você precisa ter certeza do que é, algumas espécies são extremamente parecidas, porém uma curativa e a outra tóxica.

Na dúvida não arisque, procure orientação de alguém que conheça a espécie e que saiba como preparar e onde colher, visto que muitas plantas sofrem alterações de suas propriedades de acordo com o local onde se desenvolveram.

Saber como colher também e essencial, pois algumas espécies apresentam toxicidade parcial, podendo ser usadas apenas algumas partes da planta.

O cuidado com o preparo deve ser o mesmo, já que a forma utilizada pode tanto liberar toxinas prejudiciais à saúde quanto neutralizar as substancias benéficas presentes na planta e vice-versa.

O que são fitoterápicos

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São medicamentos produzidos à base de plantas medicinais, que podem conter a planta rasurada, inteira ou em pó ou derivados da planta que podem ser óleos, extratos ou ceras.

São considerados medicamentos fitoterápicos simples os que possuem apenas uma espécie de planta na sua formulação, e compostos os que contam com duas ou mais plantas em sua composição.

O uso de medicamentos fitoterápicos pode ser indicado por profissionais como médicos, farmacêuticos ou nutricionistas, esses são classificados como livres de prescrição.

Quanto aos fitoterápicos que necessitam de uma prescrição médica para serem adquiridos, eles são facilmente identificados por uma faixa de cor vermelha em seu rótulo.

Os medicamentos fitoterápicos podem ser manipulados ou industrializados. Os manipulados são feitos em farmácias especializadas, com as recomendações indicadas pelo médico para atender a necessidade de um indivíduo específico.

Já os industrializados são feitos em larga escala pelas indústrias, e podem ser encontrados facilmente nas prateleiras das drogarias.

O que é um produto tradicional fitoterápico

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São fitoterápicos industrializados, porém, que não necessitam de registro junto ao órgão regulamentador.

Esse tipo de produto é liberado para comercialização, através de uma notificação, processo bem mais simplificado que o registro.

Suas composições também são feitas a base de plantas medicinais, que devem constar como de uso tradicional pela população a pelo menos três décadas, sem apresentar intercorrências, sendo assim consideradas seguras e dispensando a apresentação de estudos mais aprofundados.

Como saber se um medicamento fitoterápico está regulamentado

Independentemente de ser um produto registrado ou notificado todo fitoterápico deve ser regulamentado, o que garante a segurança de quem consome.

Para verificar a regulamentação de um medicamento fitoterápico procure na embalagem o número de registro, que deve ter treze dígitos, sendo o primeiro o número 1, como na imagem a seguir.

Já nos produtos tradicionais fitoterápicos, não constará um número de registro e sim a resolução atual do órgão regulamentador.

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Órgãos responsáveis pela regulamentação dos medicamentos fitoterápicos

A Anvisa, Agencia Nacional de Vigilância Sanitária é responsável pela regulamentação de medicamentos tradicionais e fitoterápicos em todo território nacional.

Cada estado, município e distrito tem seu órgão de vigilância sanitária que integrados a Anvisa formam o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.

Os estabelecimentos produtores de medicamentos fitoterápicos, como industrias e farmácias de manipulação são fiscalizados pelos órgãos que compõe o sistema nacional de Vigilância Sanitária.

Como saber se um medicamento fitoterápico é falsificado 

Você conferiu que na embalagem do produto consta o número de registro ou a notificação da Anvisa, CNPJ da empresa responsável e todas as informações relevantes, mais não se sentiu seguro quanto a originalidade, então faça uma consulta no site:

https://www.gov.br/anvisa/ptbr/sistemas/consulta-a-registro-de-medicamentos.

Prefira sempre adquirir seus medicamentos em estabelecimentos com credibilidade e devidamente licenciados, sejam eles fitoterápicos ou convencionais, afinal falsificação de medicamentos é uma realidade e põe em risco a saúde de muitos brasileiros.

Não caia em ciladas, plantas medicinais, produtos naturais e de fitoterapia armazenados de forma inadequada, podem sofrer alterações e claro contaminações, mesmo estando na validade.

Confira sempre se o estabelecimento comercializador é autorizado pela vigilância sanitária e cumpridor de suas normas.

Perigos dos fitoterápicos e das plantas medicinais

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Toda moeda tem dois lados e com a cura natural também é assim. Por mais que alguns medicamentos à base de plantas possam ser obtidos sem receita, não devem ser ministrados sem orientação médica.

O uso dos fitoterápicos e das plantas medicinais pode causar complicações; quando não são respeitadas as dosagens e o tempo de duração do tratamento. Quando são usados à revelia sem levar em consideração a interação com outros medicamentos que a pessoa já faz uso assim como doenças preexistentes.

Uma grande gama de fitoterápicos tem seu uso contraindicado para crianças, gestantes, idosos e pessoas que sofrem de algum tipo de patologia ou comorbidade.

Fique atento a esses fatores e informe ao seu médico o seu desejo de iniciar um tratamento à base de plantas, dessa forma você receberá as informações necessárias para usufruir de forma segura da cura pela natureza.

Outro risco bem comum são as promessas mirabolantes de cura ou emagrecimento. Se um determinado produto oferece esse tipo de efeito, já risque ele da sua lista.

Parece tentadora a promessa de emagrecer sem esforço oferecida em muitos rótulos e propagandas de chás e cápsulas compostos de várias ervas, não e mesmo?

Porém o uso de diversas plantas em uma única formulação de fitoterápico não é comum, já que as plantas medicinais apresentam compostos complexos que podem interagir entre si e também com outras substancias.

Em muitos casos onde há complicações de saúde envolvendo fitoterápicos para emagrecimento, estudos são iniciados e comprova-se a presença de substancias sintéticas, contaminantes, compostos que não são declarados na fórmula entre outras coisas prejudiciais a quem os consome.

Não busque atalhos, um corpo saudável começa com a consciência do que se consome. 

Por regulamentação certas terminologias são proibidas, se o fitoterápico em questão tiver algum dos termos da imagem acima na sua embalagem, provavelmente está em desacordo com as normas regulamentadoras.

Benefícios das plantas medicinais e dos fitoterápicos

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Entre os benefícios da cura pelas plantas o que mais se destaca e a origem natural de seus princípios ativos.

Medicamentos produzidos a base de espécies vegetais tendem a ser menos danosos a saúde, apresentam uma probabilidade bem menor de causar dependência em comparação com medicamentos sintéticos.

São mais acessíveis a população por seu custo reduzido em comparação aos medicamentos tradicionais, além de diminuírem a possibilidade de efeitos colaterais quando usados de maneira correta.

Porém seu uso não é benéfico apenas para quem os consome, já que muitas dessas ervas são cultivadas por meio de agricultura familiar e cooperativas, o que fomenta a economia dos pequenos produtores.

O uso in natura ou em produções de medicamentos fitoterápicos industrializados, favorece a valorização da nossa flora e a preservação do meio ambiente chamando atenção para a criação de movimentos de preservação que sejam verdadeiramente eficientes e que garantam a sustentabilidade.

Além do fato de mantermos viva a cultura e costumes dos nossos antepassados, passando para geração seguinte os ensinamentos milenares de um povo tão rico e miscigenado como o nosso.

Se você quer aprender mais sobre bem-estar e plantas medicinais, existem diversos recursos literários disponíveis aprenda sem moderação e use com sabedoria.


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