Saiba como proteger suas plantas do calor excessivo no verão

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Proteja suas plantas do calor excessivo durante o verão, se com as altas temperaturas nós ficamos atordoados, com as plantas não é diferente.

Folhas queimadas ou amareladas, frutas e flores que caem do pé antes da hora e as vezes, aquela sua plantinha linda e verdinha repentinamente parece totalmente seca e sem chance de salvação.

Mas calma, que nesse artigo vamos explicar como proteger as plantas, horta e jardim da onda de calor extremo tão comum no período do verão.

Nós ”os plantantes” somos apaixonados por nossas plantas, seja pelo apego emocional ou simplesmente pelo investimento financeiro.

Afinal não é fácil e nada barato criar um ambiente com uma decoração paisagística incrível e ver tudo ir por água abaixo.

Dedicamos tempo, estudos, esforço físico e claro “cash”, são espécies, substrato, adubos, fungicidas, inseticidas, enfim, se você chegou até aqui é porque sabe o tamanho do seu investimento e não quer perdê-lo para o calorão.

Perigos do calor excessivo para as plantas durante o verão

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A elevação acentuada da temperatura pode favorecer o desenvolvimento de três fontes de danos diferentes nas plantas, esse grupo de fatores leva o nome de estresse abiótico.

O que é estresse abiótico e como ele afeta as plantas em períodos de calor excessivo?

Estresse abiótico é quando as plantas sofrem prejuízos provocados pela ação de agentes não vivos no seu desenvolvimento.

Ou seja, a existência de fatores ambientais que prejudicam diretamente os ciclos da vida de uma planta, como a germinação, crescimento, desenvolvimento, produção, etc.

Caracteriza-se como estresse todas as anomalias que são capazes de provocar dano na fisiologia de um ser vivo, seja a anomalia de causa biótica, aquela provocada pela interferência de outro ser vivo, ou abiótica, proveniente do meio ambiente.

Neste artigo trataremos das causas abióticas, típicas do verão e de períodos com ondas de calor excessivo prolongadas.

As anomalias que compõe o grupo denominado estresse abiótico são; estresse hídrico, estresse térmico e estresse nutricional.

Até aqui já deu para perceber que, o estresse abiótico não é nada amigável para quem cultiva não é mesmo? Agora vamos entender como ele afeta as plantas diretamente.

Estresse térmico 

O estresse térmico ocorre quando a temperatura do ambiente fica fora dos padrões aceitáveis para que a planta tenha um desenvolvimento saudável.

A maioria das plantas tolera bem temperaturas acima dos 10°C até a casa dos 30°C. No verão com temperaturas que passam facilmente dos 30 graus Celsius, os danos podem ser notados facilmente.

Mas vamos acabar de conhecer os vilões para podermos identificar melhor os sintomas e salvar nossas queridas verdinhas.

Estresse hídrico

O estresse hídrico ocorre quando as plantas perdem mais água do que conseguem absorver. Isso pode acontecer por fatores como a seca, irrigação inadequada ou quando a água do solo evapora rápido demais, o que impede que as raízes tenham tempo de suprir as necessidades de toda a planta.

Visto que em média 90% da composição das plantas e feita de água, com a redução na absorção e o excesso de evaporação tanto da própria planta quanto do solo, partes da planta começam a “brigar” pelo recurso escasso, e as primeiras prejudicadas são as partes mais longe das raízes, eis aí as primeiras folhas secas.

Estresse nutricional

Salvo o Oxigênio e o Carbono (CO²) os demais nutrientes que uma planta precisa para seu ciclo de vida, são adquiridos através de suas raízes e para isso a água é um elemento essencial.

O estresse nutricional ocorre quando a planta não é capaz de retirar do solo ou da atmosfera os componentes necessários.

Agora, sim, apresentamos os vilões que favorecidos pelo calor excessivo do verão acabam com o cultivo de qualquer um.

Porém plantas que estão sofrendo de estresse abiótico provocado pelas temperaturas elevadas do verão podem apresentar características bem semelhantes ao ataque de pragas e doenças, fique atento, e para ter certeza tente encontrar o máximo de similaridades com os sintomas a seguir.

Sinais de plantas que estão sofrendo com o calor excessivo

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Alguns dos sintomas apresentados abaixo são inofensivos se a onda de calor não perdurar muito tempo, ou se for um fato pontual. 

Entretanto algumas espécies mais sensíveis não resistem ao estresse provocado pelas altas temperaturas do verão por mais bem desenvolvida que a planta esteja.

Plantas enrolando as folhas em dias de calor intenso

O enrolamento das folhas é um sinal de que a planta está perdendo mais água do que absorvendo, e uma forma dela tentar reduzir sua perda hídrica

Aliado ao enrolamento das folhas está o fechamento dos estômatos, estruturas celulares impossíveis de serem vistas a olho nu, que tem por função a troca de gases e umidade com o meio ambiente.

A atividade dos estômatos sofre alteração quando há estresse hídrico, calor excessivo, variação no grau de luminosidade e excesso de CO².

Se os estômatos não funcionarem da forma correta, como são naturalmente programados, a planta vai apresentar problemas relacionados diretamente a fotossíntese e seu desenvolvimento vai ser afetado. 

O ato de enrolar as folhas e o primeiro sinal de que sua planta anda precisando de um pouquinho mais de atenção, principalmente quanto a rega e a retenção de umidade no solo.

Plantas que ficam murchas durante os dias mais quentes do verão

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As plantas costumam ficar encurvadas nos períodos mais quentes do dia, e isso é perfeitamente normal.

Desde que após a queda da temperatura e o reestabelecimento da umidade do solo com a rega elas voltem a ficar eretas, respeitando o tempo que as raízes levarão para absorver a água e ela ser distribuída por todas as partes da planta.

Esse encurvamento típico se chama murcha temporária, e apesar de ser normal já denota que a planta está sofrendo estresse hídrico ou térmico, provocado pelo calor excessivo do verão ou falta de água suficiente no solo.

A murcha temporária pode ser facilmente promovida a murcha permanente, que é quando a planta mesmo após receber água suficiente e a temperatura já ter declinado não consegue se reestabelecer.

Nesse caso, onde o trauma é tão agudo, a planta perde sua capacidade de absorver água e está irremediavelmente perdida.

Plantas com as extremidades das folhas queimadas

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Com o calor excessivo, a alta incidência de luz solar direta e a escassez de água é comum que as plantas fiquem com as extremidades das folhas queimadas.

Em algumas espécies isso não acarretará danos severos, por possuírem folhas que digamos assim... possuem uma margem de sobra.

Mas leve em conta que isso ocorre por conta de condições adversas ambientais e de cultivo, e que a planta esta sacrificando uma parte de si mesma para garantir a sobrevivência, e isso é um sinal de que algo precisa ser feito por você para garantir a saúde da sua verdinha.

Flores apodrecidas e sua relação com o excesso de calor

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Quando as temperaturas do verão atingem suas máximas, as plantas que estão diretamente expostas ao sol tendem a sofrer com o apodrecimento de flores.

Pode ser notada que onde deveria estar acontecendo o desenvolvimento da flor, haverá uma mancha de cor escura e textura aquosa, com aparência de algo apodrecido mesmo.

Isso ocorre, pois com o calor excessivo e a diminuição da água disponível, também há a perda de líquido que a planta sofre pela “transpiração”.

Em condições climáticas tão desfavoráveis a plantinha opta por fornecer água e nutrientes as folhas, tentando garantir a sobrevivência.

Suas flores não são nutridas e não sobrevivem, impedindo assim a produção de frutos e proliferação da espécie.

Perigos do calor excessivo para a produção de frutos

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O apodrecimento das flores por si só já desfavorece a produção de frutos, porém a eliminação de flores saudáveis e frutos que estão em pleno desenvolvimento também ocorre quando as condições não são adequadas.

O fruto e a parte da planta que vai se desenvolver após a fecundação da flor, porém esse processo é interrompido quando a flor não é fecundada ou a planta não tem condições de mantê-la.

O fruto possui por função proteger a semente e auxiliar na sua distribuição na natureza, nem todo fruto é indicado para ingestão humana, porém alimenta outras espécies como os pássaros por exemplo.

Já as flores fazem parte da alimentação de abelhas, beija-flores e inúmeros insetos, que auxiliam para que haja a fecundação.

Mesmo aquela planta mais simples que você plantou em um vasinho na sacada, conta para o desenvolvimento de diversas pequenas espécies.

Quando as flores e frutos são “abortadas” por conta de fatores ambientais ou climáticos como o calor excessivo do verão, toda uma cadeia alimentar e de propagação de espécies e prejudicada.

Parece um exagero quando explicamos assim, não é mesmo? Porém quando pensamos nas anomalias climáticas ao redor do mundo, provocadas por ações bióticas ou abióticas, a narrativa toma proporções gigantescas.

Quando você implementa medidas preventivas para que as suas plantas resistam a esses dias de calor intenso, e consigam manter suas funções metabólicas em pleno funcionamento, não está só contribuindo para a manutenção do seu jardim, está fazendo parte de algo bem maior.

Como o calor intenso provoca o aparafusamento das plantas

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Parece um nome bem estranho para estar relacionado ao cultivo de espécies vegetais, mas não envolve parafusos e sim plantas estressadas. O aparafusamento de plantas pode ocorrer quando:

  • O solo de cultivo se mantem excessivamente quente por um período significativo de tempo.
  • Quando há danos as raízes das plantas, inclusive na hora de transplantá-las.
  • Quando os dias se tornam mais longos com a proximidade do verão, ou quando há um aumento repentino e duradouro de exposição da planta a luz solar direta.

A ocorrência desses fatores isolados ou em conjunto, fazem com que a planta inicie uma “corrida para semear” na tentativa de garantir a sobrevivência da próxima geração.

Com o aparafusamento as plantas produziram suas hastes florais antes do tempo, e eliminaram praticamente todas as suas folhas enviando uma carga concentrada de nutrientes para a produção de flores, frutos e sementes.

Plantas que passam por esse processo de estresse tendem a ficar insalubres para o consumo, e morrem logo após a “semeadura forçada”.

O aparafusamento acomete principalmente as espécies que devem ser semeadas em períodos mais frios.

Se você mora em uma localidade que sofre com o calor excessivo, opte por não plantar no início da primavera, como é indicado para a maioria das culturas suscetíveis a aparafusamento, e sim no outono.

Dessa forma a planta terá mais tempo para se desenvolver satisfatoriamente antes do aumento da temperatura com a chegada do verão.

Alguns produtores já disponibilizam sementes tratadas termicamente, que desenvolvem plantas mais resistentes ao aparafusamento.

Calor intenso e plantas com escaldadura solar 

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Em épocas de calor excessivo como o verão, onde há uma redução das chuvas e a umidade do ar fica baixa, pode ocorrer a escaldadura, que é quando a planta sofre um dano oxidativo em suas folhas e frutos.

A oxidação dos tecidos se dá pelo fato da planta absorver mais energia solar do que consegue eliminar, gerando a escaldadura solar.

As folhas com escaldadura solar ficam amareladas e com manchas escuras, reduzem ou perdem totalmente sua capacidade de fazer fotossíntese, o que impacta na produção de frutos e no desenvolvimento da planta de forma direta. 

Os frutos quando afetados pela escaldadura solar também apresentam manchas de cor amarela ou preta, somados a afundamento da superfície, ressecamento e queima dos mesmos, ou seja, ficam murchos e ressecam ainda nó pé.

A escaldadura solar ocorre principalmente em plantas que recebem o sol da tarde, e que tem sua folhagem irrigada.

Solos superaquecidos ou secos demais também favorecem o surgimento da escaldadura solar, visto que, sem a hidratação adequada as plantas não conseguem reduzir a temperatura em suas folhas.

Calor excessivo, saiba como proteger suas plantas durante o verão.

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Como vimos até aqui, os danos provocados as plantas pelo calor excessivo durante a estação mais quente do ano ou em situações atípicas com ondas de calor extremo, podem ser irreversíveis, e todo o seu projeto de decoração paisagística pode terminar mal.

Por isso preparamos uma lista completa de medidas preventivas que podem ser implementadas no jardim, horta e até mesmo por quem cultiva em vasos.

Mas atente-se ao fato de que, muitas das características de danos provocados em plantas pelo calor excessivo que listamos acima, se parecem com ataques de pragas, fungos e doenças típicas de espécies vegetais.

Vistorie sua plantação e tenha certeza do que a está prejudicando, se é o clima e não um outro fator, se não enquanto o problema é tratado com a abordagem errada, ele continua se desenvolvendo, “a janela de combate” é perdida e suas plantinhas também.

Limpeza do solo para proteção das plantas em períodos de calor extremo

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Se tem uma coisa que a maioria dos praticantes de agricultura amadora adiam, é a limpeza do terreno destinado ao cultivo, principalmente em períodos de muito calor.

Porém essa atividade é essencial para o bom desenvolvimento de qualquer cultura. As ervas daninhas furtam os nutrientes do solo, tem raízes agressivas em relação as outras plantas, e claro vão competir pela água disponível.

Outro fator para motivar a limpeza de hortas e canteiros, é que as ervas daninhas são hospedeiros perfeitos para pragas como os nematoides, que silenciosamente sob o solo vão infestando as raízes das plantas.

Se mesmo assim ainda estiver pensando em deixar para outro dia a capina tão necessária, saiba que, ervas daninhas têm o crescimento acelerado, e suas plantas não terão chance de suprir as próprias necessidades nutricionais e hídricas se entrarem em competição com as plantas invasoras.

A retirada das plantas nocivas em hortas e jardins, agrega outro benefício, o revolvimento do solo.

Muitas ervas daninhas criam maciços de raízes que agrupam blocos de solo, o que favorece o empaçocamento do terreno, prejudicando a distribuição de nutrientes e a permeabilidade.

O solo compactado fica seco por baixo e com grande umidade na superfície, as plantas não têm acesso à quantidade adequada de água em suas raízes.

Em contrapartida, comedores discretos como as lesmas e caracóis se beneficiam da superfície úmida para ter acesso fácil as plantas no período noturno. Ou seja, você rega e a planta continua seca, então vamos capinar!

Evite aplicar tratamentos em plantas durante o verão, ou quando o calor estiver excessivo.

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Se for preciso combater alguma doença ou praga nas suas plantas, prefira os períodos com temperaturas abaixo dos 27 graus Celsius.

Mesmo tratamentos caseiros, ou a base de produtos naturais, devem ser evitados em dias onde o clima se mantem severamente quente.

O resíduo depositado na planta pode reagir com o aumento da temperatura e a incidência de raios solares. Provocando a queima, intoxicação ou interferência no processo de fotossíntese.

Antes da chegada do verão verifique suas plantas, e efetue todos os tratamentos necessários antes do aumento da temperatura.

Mas se não tiver outra alternativa e precisar implementar algum tratamento antes do fim do verão, efetue a aplicação a noite e regue as plantas abundantemente antes do alvorecer de maneira que o produto seja “lavado” antes do dia atingir as temperaturas mais elevadas.

Note que, essa técnica não é uma garantia de que as plantas irão sobreviver, é apenas uma forma de mitigar os danos.

Elas ainda poderão sofrer prejuízos provocados pela escaldadura solar devido às gotículas de água depositadas nas folhas, que funcionarão como uma lente, ocasionando queimaduras severas.

Evite adubar as plantas quando as temperaturas estiverem muito altas

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Essa regra é válida para adubos orgânicos e adubações feitas com compostos industrializados. As plantas durante o verão estão com o metabolismo funcionando a pleno vapor e absorvem nutrientes com maior facilidade, porém, alguns cuidados devem ser tomados.

A adubação demanda uma quantidade maior de água na rega, para sua perfeita dispersão e para que os nutrientes possam ser absorvidos pelas plantas.

Essa quantidade de água excedente em momentos onde o calor está no ápice, superaquece e acaba por cozinhar as raízes.

Além do possível cozimento das raízes pelo efeito do calor excessivo no solo, pode ocorrer a queima química que é provocada pelos componentes presentes nos compostos de adução.

Prefira sempre adubar no início da noite e regue em seguida abundantemente, o calor do verão, aliado as longas horas de sol permitem que as plantas se beneficiem da adubação de forma rápida, exibindo um espetáculo natural e abundante.

Use cobertura morta para proteger as plantas do calor excessivo no verão.

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A elevação da temperatura e os dias mais longos favorecem o aquecimento do solo, o que por sua vez causa um estresse térmico nas plantas e danifica suas raízes.

A cobertura morta nada mais é do que uma capa orgânica que auxiliará para que o solo não esquente demais e cause prejuízos.

Mais não é só isso, o uso de cobertura morta no cultivo, favorece a manutenção da umidade, reduzindo a taxa de evaporação da água e mantendo o solo úmido por mais tempo.

As chuvas de verão tendem a ser volumosas e todo esse peso caindo diretamente sobre a terra acaba compactando o solo, a aplicação de uma cobertura morta mitiga esse efeito amenizando a compactação.

Usar cobertura morta também traz favorecimentos a quem cultiva plantas cujas folhagens são mais rasteiras, evitando que elas toquem o solo, e acabem excessivamente úmidas, o que permitiria o surgimento de fungos oportunistas. 

Para a aplicação de uma camada de cobertura morta não há mistério, e só seguir essas dicas;

  • O Material usado na cobertura morta não pode ser fresco, ou seja, se ainda estiver verdinho não use, deixe secar ao sol e só o use quando estiver totalmente seco.
  • Materias que ainda estão verdes emanam calor na sua decomposição, além da temperatura desagradável as plantas, ele poderia atrair pragas e doenças.
  • A espessura da cobertura morta deve ter preferencialmente, ao menos 10cm e não mais do que 15cm para ser eficiente. 
  • A cobertura morta pode ser feita com aparas de grama, folhas secas, feno, entre outros materias orgânicos, oriundos de plantas saudáveis.

Para quem cultiva em vaso, canteiros ou pequenos jardins, podem ser usados também, argila expandida, casca de pinus, serragem, palha, etc.

Proteja as plantas do calor excessivo, usando sombreamento temporário.

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Os dias de verão tem mais horas de sol disponível, e isso é ótimo... nem sempre. O excesso de exposição direta a luz solar, baixa umidade do ar e temperaturas elevadas podem danificar as plantas.

Uma maneira de evitar isso é implementar um sistema de cobertura temporária, que forneça sombra nas horas mais quentes do dia, e que possa ser removido quando o clima estiver mais úmido e ameno.

Não é só escolher qualquer tela de sombreamento e esticar ela aí no seu jardim, isso pode ser o fim das suas plantas, leve em consideração os seguintes fatores

  • A quantidade de luz que suas plantas precisam, uma forma de otimizar o cultivo e acomodá-las por categorias, antes do sombreamento ser implantado.
  • A densidade do tecido que será usado, quanto mais denso menos luz solar passará, consulte o fabricante antes de adquirir para saber qual modelo atende melhor as necessidades do seu cultivo.
  • A cor do tecido também deve ser avaliada, cores claras amenizam o calor, enquanto as mais escuras além de provocarem mais sombra elevam a temperatura.
  • A altura qual o tecido será instalado deve ser adequada a não desfavorecer a ventilação entre as plantas, o que favoreceria o surgimento de pragas.

A implementação do seu sombreamento pode ser definitiva ou temporária de acordo com a necessidade e o projeto de cultivo que você tem em mente.

Para quem deseja sombrear uma área menor, ou além da sombra deseja uma decoração paisagística mais elaborada, a instalação de um pergolado é uma ótima opção.

Os pergolados são versáteis e podem ser cobertos por diversos materias, sendo as coberturas mais indicadas para quem pretende cultivar sob eles, as feitas de bambu, palha, madeira e lona.

Benefícios da rega por gotejamento, otimize a proteção das plantas contra o calor intenso no verão

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A rega otimizada faz milagres pelas plantas o ano inteiro, e no verão é primordial para auxiliar contra os danos causados pelo calor excessivo.

Não é difícil e pode ser feito em todo o tipo de cultivo, seja para plantas cultivadas em vasos ou diretamente no solo. O segredo para otimizar a rega é simples;

Mantenha a umidade do solo estável, fácil, não é? O solo quando mantido com uma umidade adequada e constante evita que a planta sofra com o estresse abiótico provocado pelas alterações climáticas típicas do verão.

A disponibilidade constante de água com proporções adequadas, sem exageros, evitará que ela passe pelo estresse hídrico e perca suas flores e frutos, manterá a hidratação em todos os seus tecidos, evitando a murcha temporária, e torna mais fácil a absorção de nutrientes prevenindo contra o estresse nutricional.

Entre os benefícios da rega otimizada está também o controle da temperatura do solo, que é um fator benéfico no combate ao aparafusamento das plantas.

Com água disponível as plantas conseguem regular melhor sua própria temperatura e minimizar a incidência da escaldadura solar. 

Para a otimização da rega considere a quantidade de água que a planta precisa e o tipo de solo onde ela é cultivada.

Aplique cobertura morta, de nada adiantará o solo estar úmido se os raios solares incidirem diretamente sobre ele, em vez de benefícios trará danos as plantas.

Certifique-se de que a água que será usada, não esteja sendo armazenada em local onde ela possa ter um aumento significativo de sua temperatura, quanto mais fresca a água da rega estiver melhor. Por fim, a parte mais importante instale um sistema de irrigação por gotejamento.

Os sistemas de irrigação por gotejamento podem ser instalados através de canos ou mangueiras para áreas maiores, ou por gotejadores autônomos acoplados a recipientes como garrafas pet, para áreas menores como jardins pequenos e canteiros de flores. 

Já existem a algum tempo no mercado gotejadores para a irrigação de plantas em vasos, que possuem tamanhos bem mais adaptáveis a esse tipo de cultivo.

Um sistema de rega por gotejamento é prático pois não requer tanta participação humana após instalado e evita períodos de seca. 

A rega por gotejamento é muito mais econômica, demandando bem menos água, e facilita a vida de quem quer manter as plantas saudáveis, mas não dispõe de tempo para dar a atenção que as verdinhas necessitam.

Outro fato sobre os gotejadores é que, você pode adicionar a água que será utilizada no gotejamento pequenas quantidades de adubos solúveis de tempos em tempos, o que vai manter a nutrição das plantas estável assim como a hidratação.

Os principais cuidados que devem ser tomados quanto ao uso de gotejadores são:

  • Escolha um que se adeque ao tipo de cultivo que pretenda irrigar, em relação ao tamanho do recipiente de armazenamento e a quantidade de água que ele libera.
  • Alguns gotejadores de irrigação possuem sistema de regulagem para moderar a intensidade do gotejamento, prefira esses. 
  • No caso de usar gotejadores que acoplem em garrafas pet, certifique-se de que a água do recipiente não fique demasiadamente exposta ao sol, principalmente no verão por conta do calor excessivo.

Quanto ao uso de sistemas de mangueiras de irrigação por gotejamento ou canos, tenha certeza que a água virá com pressão suficiente para chegar a todas as extremidades conectadas, e não apenas gotejará no início da instalação.

Para quem cultiva plantas em vasos a otimização da rega passa por outro fator, que é o material do qual o vaso é feito e o local onde ele está instalado.

Alguns materias usados na fabricação de vasos para plantas tendem a absorver calor quando estão em áreas externas, o que favorece o aquecimento das raízes e a deficiência hídrica das plantas, tornando-os aptos apenas para uso em ambientes internos.

Já outros retém umidade e minimizam os efeitos do calor excessivo, sendo mais adequados para utilização nas áreas externas. Você pode conferir tudo sobre esse assunto lendo o artigo, tipos de vasos para plantas.

Um dos benefícios para quem cultiva em vasos, é a utilização de vasos auto irrigáveis, que assim como os gotejadores deixam a manutenção da umidade bem mais fácil.

Esperamos que esse artigo tenha esclarecido suas dúvidas, e que possa te ajudar a manter as plantas saudáveis não só durante o verão, mas em todas as estações do ano.

Boa jardinagem!


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